7 erros de comunicação que causam antipatia na sua audiência

Olá, Speaker!

Você já sentiu uma antipatia praticamente imediata ao conversar com alguém? Sabemos que isso acontece e que tem muito a ver com as impressões que as pessoas têm de umas às outras.

Ninguém quer ser visto com antipatia, não é verdade? Menos ainda em situações específicas, como negociações, entrevistas, reuniões e apresentações em público. Contudo, há certos hábitos e atitudes que despertam a antipatia no público.

Quais hábitos e atitudes são esses? Separei os 7 que considero como os principais. Siga a leitura e veja se você comete algum desses erros no seu dia a dia!

1. Falar o tempo todo sobre si mesmo

Há um tênue limite entre contar sobre a sua trajetória e falar exclusivamente sobre si. Trazer, ao público, algumas de suas experiências pessoais pode ser uma estratégia interessante para despertar empatia, desde que isso seja feito corretamente.

Vejamos um exemplo: você é especialista em algum assunto e fará uma apresentação sobre ele. Para ganhar autoridade, decide contar ao público sobre sua trajetória, seus cursos, prêmios, projetos…

Você pode fazer isso, mas sem se esquecer que o foco da sua apresentação é o seu conteúdo – não você. Fale, sim, da sua experiência, mas saiba que é o seu conteúdo e a forma como você o transmite que te darão essa autoridade que tanto busca.

E em uma entrevista de emprego? Bem, nas entrevistas, você terá que falar bastante sobre si. Nesses casos, o importante é saber como definir a sua abordagem e evitar transmitir uma imagem prepotente.

Uma técnica eficiente para isso é a “Show don’t tell”, isto é, “mostre, não conte”.

2. Vícios da fala

Sim, vícios da fala podem ser muito irritantes para quem te escuta, principalmente aqueles que são repetições excessivas de palavras ou expressões, como “né”, “ok”, “daí”, “então” e tantas outras…

A repetição pode despertar antipatia, prejudicar a sua imagem pessoal e, ainda, dificultar a transmissão da sua mensagem ao seu público, à sua audiência. Por isso mesmo, é fundamental identificar e evitar esse tipo de problema.

Para identificar: grave-se em vídeo ou, melhor ainda, peça um feedback profissional.

Para evitar: planeje as transições da sua fala e pratique o conteúdo com antecedência.

3. Um ritmo de fala muito lento ou muito rápido

Se você já assistiu a uma apresentação de alguém que fala muito devagar, sabe o quanto isso pode ser irritante. Hoje, temos muita pressa para consumir e produzir informações e esse dinamismo também está presente na comunicação.

É preciso assertividade na hora de se comunicar e isso implica em um bom uso da voz, encontrando, assim, um ritmo de fala confortável – tanto para você, speaker, como para quem te escuta.

Vale a pena destacar que ser assertivo não é falar muito rápido. Uma velocidade excessiva também pode gerar antipatia, além de comprometer o entendimento da sua mensagem, do seu conteúdo, para o público.

4. Repetição excessiva de informações

A organização da sua fala é um dos elementos mais importantes para que você se comunique de uma maneira eficiente, capaz de chamar e reter a atenção das pessoas. Essa organização também inclui priorizar informações e saber como abordá-las.

Por outro lado, uma fala desordenada acaba gerando uma repetição excessiva de trechos e conteúdos, é o famoso “andar em círculos” na hora de falar sobre um determinado assunto.

O que acontece é: o dinamismo do qual falamos no tópico anterior também reflete em uma necessidade de ouvir e aprender algo novo. Se você repete, de forma excessiva, um mesmo dado, isso gera antipatia e tira o valor da sua fala.

5. Uso equivocado do humor

Esse talvez seja o item mais comum da nossa lista do que gera antipatia nas pessoas. O humor é uma excelente estratégia! Eu, inclusive, recorro a ele em meus treinamentos e apresentações.

Contudo, é preciso saber como e quando usar esse humor, atentando sempre para o limite entre o que é engraçado e o que é ofensivo, por exemplo. Além disso, o humor é um recurso para ser usado com equilíbrio.

Se você contar uma piada a cada trecho da sua apresentação, isso poderá soar antipático – a menos que você queira fazer um stand-up, não é mesmo?

6. Excesso de tecnicismos

“Vou falar difícil, assim demonstro todo o meu conhecimento”. Essa ideia já está mais que ultrapassada: falar difícil, isto é, usar termos complexos ou específicos de um nicho ou profissão é um grande erro ao se comunicar.

As pessoas que utilizam essa abordagem, abusando de tecnicismos, pensam, muitas vezes, que isso lhes trará algum tipo de admiração, de autoridade. O efeito, porém, é quase sempre o oposto: a audiência terá antipatia desse comunicador.

Um dos grandes desafios dos profissionais é, justamente, simplificar todo o conhecimento que possuem para que sua fala seja compreendida por um público diverso e com know-hows diferentes do seu.

7. A máscara da neutralidade

Você já ouviu falar sobre a “máscara da neutralidade”? Ela nada mais é do que o hábito de manter uma expressão neutra todo o tempo, seja qual for o teor do que está sendo dito.

Por exemplo: imagine que você tem uma apresentação na sua empresa para falar sobre um novo projeto que está desenvolvendo. Você diz que está muito feliz e entusiasmado com esse projeto, mas seu rosto permanece sério, inexpressivo.

Isso é a máscara da neutralidade! Ela pode gerar antipatia porque a audiência identifica a contradição entre o que está sendo dito através de palavras e o que está sendo expressado pelo seu rosto, seus gestos

Para evitar esse problema, procure criar harmonia entre o que diz e o que expressa através da sua linguagem não-verbal, especialmente suas expressões faciais.

 

Aprimorar a sua comunicação é se livrar de atitudes e hábitos que prejudicam a sua imagem e a maneira como você transmite conteúdos e opiniões. Em um treinamento em oratória, você saberá quais outros hábitos evitar e quais aplicar.

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