Comunicação em tempos de crise: como agir com empatia e sensatez?

Olá, Speaker!

Especialmente em tempos de crise, a comunicação é a ferramenta central para manter a assertividade, a produtividade e, especialmente, a sensatez em todas as nossas relações.

Estamos todos sob pressão, é fato. As mudanças abruptas no dia a dia, as incertezas em relação ao futuro e o medo diante do novo assustam. No entanto, a forma como lidamos com tudo isso é o que determinará como sairemos dessa crise.

E você, como tem se comunicado com seus liderados, colegas e clientes? O que fazer para agir com liderança no contexto atual?

Power speech: o que é ter um discurso poderoso em um momento de crise?

Muito se fala sobre o “power speech”, mas é preciso refletir sobre o que significa ter um discurso poderoso em meio a uma crise, como a que estamos vivendo agora.

Para as autoridades (de todo o mundo, inclusive), o grande desafio está em encontrar o equilíbrio: não gerar pânico, mas não subestimar a gravidade da situação atual. Em suma, definir uma abordagem sensata.

Nas relações corporativas, os desafios são similares. Aos líderes, cabe uma série de medidas, que têm a especificidade de acontecer em um momento de isolamento social e, logo, de comunicação à distância.

Um discurso poderoso é o que consegue cumprir o seu papel segundo o contexto no qual se inclui. Agora, isso significa considerar as peculiaridades de um momento de pandemia e lograr transmitir, à sua equipe, uma mensagem honesta e equilibrada.

Como ter um discurso empático e sensato?

As palavras de ordem são: empatia e sensatez.

Empatia?

Sim, empatia para entender que a crise atual impacta todas as pessoas, ainda que de formas diferentes e em maior ou menor grau.

Isso quer dizer que a sua equipe de liderados também está enfrentando lutas internas, que podem afetar a produtividade e o rendimento. Sem falar, ainda, que a maioria dos profissionais está se familiarizando com o contexto de home office, o que demanda um certo tempo de adaptação.

Nesse sentido, agir com empatia é:

  • Evitar julgamentos: cada colaborador reage à sua maneira;
  • Preferir o incentivo à crítica destrutiva;
  • Ser mais flexível quanto aos tempos, sempre que possível;
  • Manter o bom senso na hora de transmitir demandas;
  • Respeitar o limite de horas (seu e dos demais): home office não significa trabalhar todo o tempo;
  • Estar disponível para dialogar com seus liderados;

A empatia caminha lado a lado com a liderança. Aliás, é um dos aspectos que diferencia ser chefe de ser líder. Especialmente em contextos como o atual, os profissionais e clientes precisam de um líder, não de um chefe propriamente dito.

E a sensatez?

Ser sensato em suas comunicações – fundamentalmente na crise atual – é evitar extremos. Isto é, não adotar um tom alarmista na hora de dialogar com sua equipe, mas também não exagerar no otimismo.

Por partes: somos bombardeados por notícias e informações a todo o tempo. A maioria delas, com um tom negativo, infelizmente. Por isso mesmo, do que a sua equipe menos precisa é de uma liderança apavorada.

Se você, gestor, mantiver a calma, as chances de que seus colaboradores também se mantenham tranquilos é muito maior.

Isso não quer dizer, no entanto, que vale a pena entrar em um estado de negação. A verdade é que não sabemos, ao certo, como será a etapa pós-crise, nem quando ela acontecerá.

Assim, um tom extremadamente otimista não vai soar honesto ou compatível com o cenário que todos conhecemos. A sensatez, portanto, está em encontrar um ponto médio para uma abordagem equilibrada.

Como se comunicar melhor no contexto atual – Dicas práticas

Conseguir manter a comunicação interna ativa e assertiva será um divisor de águas para as empresas, startups e organizações de todos os nichos.

Como líder, algumas ações práticas podem – e devem – ser adotadas por você, sendo elas:

  • Definir e padronizar os canais de comunicação: será um grupo do WhastApp? Será uma plataforma de tarefas, como o Trello ou o Assana? E-mails?
  • Procure manter a rotina das reuniões. Há uma série de plataformas para conference calls disponíveis.
  • Intensifique os feedbacks, lembrando sempre de fazer isso de forma individualizada e com uma abordagem eficiente;
  • Mostre-se disponível. A sua equipe precisa de um suporte e, na maioria das vezes, será você.
  • Seja transparente na hora de transmitir informações sobre a empresa.
  • Organize a sua agenda, faça pautas para as reuniões e intensifique os cuidados na hora de transmitir conteúdos.
  • Adapte seu plano de comunicação interna ao contexto atual.

Todas as ações acima estão pensadas para a comunicação interna, ou seja, entre líder e liderados. Vale destacar que cada uma dessas ações faz parte da necessidade de adaptar a maneira como as equipes se comunicam, moldando estratégias e implementando um novo plano condizente à realidade contemporânea.

Outro quesito, no entanto, também se faz necessário: a comunicação externa. Falaremos sobre isso no tópico seguinte.

E a comunicação externa, como adaptar?

O diálogo com clientes, empresas parceiras e investidores – e tudo mais que faz parte das reações externas – também sofre impactos e demanda ações dos gestores.

Manter a transparência é importante, especialmente na comunicação com investidores e marcas parceiras. É preciso ter em mente que todos estão atravessando o mesmo caminho, vivenciando desafios que, provavelmente, são muito similares.

Quanto aos clientes, manter a comunicação estável é importante. Não dá para simplesmente “sumir” e esperar até que a crise termine. Como gestor – e como representante da empresa – é prudente ter um posicionamento claro e fazer as adaptações necessárias para continuar entregando valor às pessoas.

Outro cuidado é não adotar uma postura que possa parecer oportunista. Redobrar a atenção nos planos de publicidade e marketing em geral é urgente no cenário como o de agora.

 

Mais uma vez, a comunicação se mostra essencial para gerenciar crises e diminuir impactos. Pense nisso!

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