Como usar pausas no discurso ou na apresentação?

Olá, Speakers!

Vocês já pararam para pensar na enorme importância que as pausas têm durante um discurso ou apresentação?

Nem todos estão cientes disso, já que esse assunto não é tão discutido quando se fala de oratória, mas os “silêncios” – ou seja, as pausas intencionais – são ferramentas comunicacionais indispensáveis para a fluidez de uma apresentação em público.

Saber usar essa ferramenta de forma consciente é uma habilidade que impulsiona significativamente uma exposição oral, já que serve para, entre outras funções, dar um tempo para que as pessoas assimilem informações importantes, elevar a emotividade de determinado trecho ou mesmo ressaltar o começo de um novo tópico.

Neste artigo, vou falar um pouco mais sobre quando e como usar as pausas em apresentações e discursos. Confira!

Afinal, para que servem as pausas durante uma apresentação?

Muitas pessoas ainda veem o silêncio como algo inapropriado e até mesmo constrangedor, ignorando, assim, que os momentos sem falar também são uma forma de comunicação.

É isso mesmo, Speakers! O silêncio também é um modo de dizer algo, ainda que sem usar a linguagem verbal para isso.

Durante uma apresentação, como eu já disse no começo deste post, os silêncios têm diversas funções. Vejamos, a seguir, algumas delas:

  1. Indicar o fim de um tópico e o começo de outro

Um dos modelos mais usados (e mais eficazes) para as apresentações e/ou discursos é aquele que divide a fala em três tópicos principais: a introdução, o desenvolvimento e a conclusão.

Sendo assim, usar conscientemente o silêncio é um modo de explicitar o começo e o fim de cada um desses três tópicos. Da mesma forma, as pausas podem ser usadas para separar um bloco de informações e outro, dando tempo para que as pessoas que estão na plateia possam assimilar o que foi dito antes de serem bombardeadas com novos dados e opiniões.

Ou seja, os momentos mais indicados para que as pausas sejam usadas são:

  1. entre a introdução e o desenvolvimento;
  2. entre cada ponto principal do desenvolvimento, separando blocos de informações;
  3. entre o desenvolvimento e a conclusão.

Ao permanecer em silêncio por alguns segundos, o que o comunicador está dizendo é: “vem algo novo a seguir”. Com esse simples aviso, o público tende a reter mais a atenção, ao saber que novas (e importantes) informações estão por vir.

  1. Equilibrar o ritmo de fala

Um dos erros mais comuns em apresentações é quando, por vários motivos, o comunicador não consegue controlar o seu próprio ritmo de fala e acaba “atropelando” informações, prejudicando, dessa forma, que o conteúdo seja de fato compreendido pelo público.

O nervosismo, a ansiedade por falar tudo o que sabemos e até mesmo o medo de falar em público (e querer sair logo do palco) fazem com que apressemos nosso ritmo de fala, usando uma velocidade que, muitas vezes, torna nossa apresentação menos clara.

Ao inserir pausas entre blocos de informações ou entre os três tópicos principais da apresentação, damos um tempo para que possamos nos conscientizar do nosso próprio ritmo, desacelerando um pouco e equilibrando nossos pensamentos, nos preparando para seguir com a apresentação da melhor forma possível.

  1. Elevar o índice de emotividade

O silêncio consciente também cumpre o papel de dar mais emoção a determinado trecho de um discurso ou apresentação. Da mesma forma, serve para enfatizar uma informação ou uma opinião, que sejam muito relevantes.

Hoje, já se sabe que uma das técnicas mais eficazes para impulsionar uma apresentação em público é a storytelling, que é, em suma, contar uma história junto à apresentação de dados e opiniões.

No momento de contar uma história, usar os silêncios é indispensável, garantindo, assim, que seja usado um tom diferenciado, mais emotivo do que no restante da apresentação ou discurso.

  1. Falar como um líder

Bons comunicadores são aqueles que conseguem se comunicar como líderes, inspirando os demais. Se analisarmos os discursos de grandes comunicadores, não é difícil perceber que usam as pausas (ou silêncios conscientes) como aliadas. Isso acontece porque, ao sabermos usar essa ferramenta de forma prudente, conseguimos trazer uma série de benefícios para a nossa fala.

Entre esses tais benefícios, dois se destacam, sendo eles a empatia e a confiança. Empatia e confiança são dois aspectos indispensáveis para uma boa apresentação. Ao despertar a empatia no seu público, as chances de que prestem atenção a toda a sua fala são muito maiores. Da mesma forma, a resistência a escutar e entender seus argumentos e opiniões diminui.

Já a confiança tem a ver com a percepção que o público faz do comunicador. Como já dissemos neste post, o nervosismo e a ansiedade acabam acelerando o ritmo de fala. Dessa forma, um comunicador que, durante a sua apresentação, atropela informações e ideias é visto como alguém pouco confiável.

Por outro lado, quem sabe aplicar as pausas e tem um ritmo consciente e equilibrado de fala transmite a imagem de alguém que efetivamente sabe o que está dizendo, e tem o domínio sobre tudo o que acontece na apresentação. Em outras palavras, alguém que se pode ter como um líder.

 

Todos os aspectos que implicam em uma boa comunicação podem ser desenvolvidos através da prática e do acesso a informações confiáveis sobre o tema. Com o uso dos silêncios, isso não é diferente.

Ao fazer um treinamento em oratória, que esteja atualizado e ciente da importância das pausas nos discursos, você conhecerá as técnicas necessárias para utilizar os silêncios em situações de exposição de fala. Com o tempo, essa habilidade já estará desenvolvida e você saberá quando falar e quando fazer silêncio de forma natural.

A The Speaker pode ajudá-lo a ser um comunicador mais inspirador e eficaz. Conheça nossos cursos e escolha o que melhor atende às suas necessidades!

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