Modulação de voz – o que é e como impacta nas apresentações em público?

Olá, Speakers!

Vocês sabem o que é modular a voz? Se fizermos uma rápida pesquisa nas páginas de buscas da web, encontramos uma série de artigos sobre esse tema, a maioria deles focados no que é a modulação de voz na área musical.

O que muita gente não sabe é que, da mesma forma que a voz pode ser modulada por cantores e cantoras, nós, comunicadores, também precisamos conhecer essa ferramenta tão essencial para o sucesso de uma apresentação em público.

Neste texto, vou falar mais sobre modulação de voz e como ela impacta positivamente nas situações que envolvem exposição de fala. Fiquem ligados!

O que é modular a voz?

De uma forma simples, podemos definir modulação de voz como a mudança de tonalidade entre um trecho de uma fala (ou música) e outro. Modular a voz é variar as suas características, alterando a tonalidade, a altura, a frequência, o volume e até mesmo o timbre.

Muitos cantores e cantoras de sucesso utilizam esse recurso, mas, como eu disse no começo deste artigo, os comunicadores também podem (e devem) recorrer a essa estratégia durante seus discursos e apresentações em público.

Nos treinamentos de oratória aqui na The Speaker, sempre falo que a voz é um instrumento e que, portanto, é preciso aprender a utilizá-la da forma correta. Alguns comunicadores planejam excelentes apresentações, mas têm suas performances prejudicadas por não saberem utilizar a própria voz.

Para entender a enorme importância da modulação de voz, vamos parar um pouco para analisar a palavra “monótono”. Como vocês já sabem, “monótono” significa algo pouco interessante, tedioso. Pois bem, em sua origem, essa expressão significa “único tom”.

Quando um comunicador não modula a sua voz, tende a falar o tempo todo no mesmo tom de voz – ou seja, de forma monótona. Ao fazer isso, a performance também passa a ser tediosa, mesmo que o conteúdo seja interessante.

Como modular a voz durante uma apresentação?

Agora que já sabemos que modular a voz é algo essencial para uma apresentação em público, veremos de que maneira fazer isso. Vejamos:

– Defina qual é a frequência de voz confortável para você

Registro vocal é, basicamente, o espectro entre sons agudos e graves. Todas as pessoas têm um registro vocal e, portanto, um limite entre sons graves e agudos que conseguem alcançar.

Encontrar a frequência na qual nos sentimos confortáveis é importante (e saudável). Algumas pessoas utilizam naturalmente sons mais agudos, enquanto outras preferem um meio termo. Essa escolha, geralmente, acontece de forma natural, mas, ainda assim, é preciso estar atento para o modo como falamos durante uma apresentação, evitando desgastes.

– Defina o seu timbre ideal

Da mesma forma como acontece com a frequência vocal, é necessário definir um timbre com o qual nos sentimos mais confortáveis. Nas apresentações em público, que são momentos em que as pessoas passam muito tempo ouvindo uma única voz (a do comunicador), é interessante optar por timbres mais suaves.

Encontrar esses tais “timbres suaves” é um exercício e pode ser alcançado com a prática e a orientação de profissionais.

– Evite usar o mesmo tom de voz durante toda a sua fala

Vocês se lembram do significado da palavra “monótono”, não é? Portanto, já sabem que falar no mesmo tom de voz durante toda a exposição oral é um hábito que prejudica a performance de um comunicador.

Os tons de voz podem ser utilizados para uma grande variedade de técnicas. Tons graves, por exemplo, conseguem transmitir uma sensação de suspense ou seriedade, indicando que determinado trecho contém informações importantes e/ou complexas. Por outro lado, tons mais agudos estão bastante relacionados ao humor e podem ser usados para reter a atenção do público em algum momento específico da apresentação.

– Atenção ao volume e à velocidade da sua voz

Se vocês já assistiram a uma apresentação em que o comunicador falou rápido demais ou devagar demais, sabem que isso é muito prejudicial. É muito difícil assimilar as ideias e argumentos quando o comunicador fala excessivamente rápido e é frustrante (e tedioso) assistir a alguém que fala devagar.

Com certeza, você não quer ser nenhuma dessas pessoas, portanto, procure encontrar uma velocidade média, que seja confortável para você e, principalmente, para o seu público.

Em relação ao volume, o raciocínio é basicamente o mesmo. Volumes de voz excessivamente altos são muito invasivos e acabam repelindo o público. Já os volumes muito baixos podem dificultar a compreensão do que está sendo dito, além de tornar a apresentação menos interessante e chamativa.

 

Aprimorar a oratória é também conhecer as técnicas para um melhor uso da voz. Se você precisa de ajuda para aprender a modular a sua voz, entre em contato com a nossa equipe! Ficaremos felizes em ajudá-lo!

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