Conquiste ouvintes hostis e indiferentes durante uma apresentação em público

Speakers! Prontos para mais uma conversa sobre comunicação e oratória aqui no blog? Então, vamos lá!

Quando somos convidados para nos apresentar em um evento, imaginamos – na maioria das vezes – um espaço de trocas, onde as pessoas da plateia prestarão atenção no que estamos dizendo e, mais que isso, se sentirão inspiradas pelas nossas palavras. Certo?

Em um mundo ideal, todas as nossas apresentações em público seriam exatamente dessa forma como imaginamos, no entanto, não são raras as vezes em que nos deparamos com ouvintes indiferentes e até mesmo hostis em nossas plateias, não é verdade?

O que fazer nesses casos? É possível conquistar um ouvinte assim? Como manter a calma em situações similares? É o que veremos neste artigo. Confira!

O ouvinte indiferente: como chegar até ele?

O ouvinte indiferente é bastante comum, o que pode parecer contraditório para muitos speakers. Afinal, se tal ouvinte se propôs a assistir à nossa apresentação, é porque se interessa pelo tema do qual falaremos, correto? Na maioria das vezes, sim. Mas isso não quer dizer que já ganhamos a sua atenção. Em outros casos, há razões para que o ouvinte seja indiferente, como, por exemplo, se ele foi obrigado a estar na plateia por uma questão de trabalho.

Caprichando na introdução

Para chegar até esse ouvinte indiferente e também para reter a atenção das outras pessoas incialmente mais interessadas na nossa fala, é FUNDAMENTAL começarmos a apresentação com o pé direito.

Quando eu digo “começar com pé direito”, me refiro à introdução, ou seja, aos primeiros minutos da nossa apresentação. Acreditem, Speakers, esses minutos iniciais são os que ganham ou perdem a atenção do público. Por essa razão, preparar uma introdução interessante e chamativa é uma das formas de chegar até mesmo aos ouvintes indiferentes.

Bons exemplos de introdução são aqueles que propõem uma reflexão ou problema (que serão abordados ao longo da apresentação) ou que começam a contar uma história, como veremos no tópico seguinte.

Contando uma história: a eficácia da StoryTelling

Como eu disse ali em cima, começar a nossa apresentação com uma história é uma das formas de conquistar ouvintes indiferentes. Essa é, na verdade, a premissa da Story Telling. Quando inserimos uma história – nossa ou de um personagem –, as chances de gerarmos interesse é enorme, já que as pessoas tendem a se identificar mais com o que ouvem, pensando em suas próprias experiências.

É muito diferente citar dados e números soltos do que os inserir em uma história, com um rosto, uma trajetória… Da segunda forma, há mais emoção, impulsionando, por consequência, a nossa apresentação.

– Propondo tarefas simples

Muitas vezes, o ouvinte desinteressado precisa de um empurrãozinho, por assim dizer. Esse empurrãozinho é algo que o ajude a se concentrar, focando no que está sendo dito (e não nas notificações do celular, por exemplo).

Uma das formas de conquistar a plateia é propondo tarefas simples, que aumentam o diálogo entre o comunicador e o seu público, dinamizando a apresentação. Como exemplos dessas tarefas simples, podemos citar um jogo de perguntas de SIM e NÃO, em que o público levanta a mão quando a resposta for SIM.

Outra possibilidade é incentivar que as pessoas da plateia tomem notas, deixando um pequeno intervalo entre tópicos mais relevantes para que elas possam escrever o que julgam mais importante.

Ações simples, mas que fazem MUITA diferença. Acreditem!

Veja mais dicas sobre como prender a atenção do público durante toda a apresentação!

O ouvinte hostil: como manter a calma nessas situações?

Já vimos algumas técnicas para conquistar ouvintes indiferentes, mas e os hostis? O que fazer quando alguém do público age dessa maneira?

Encontrar opiniões diferentes – seja em apresentações em público, no nosso trabalho ou mesmo no âmbito pessoal – é algo importante, concordam? Dessa forma, conseguimos conhecer pontos de vista diferentes, o que acaba enriquecendo nosso próprio pensamento.

Mas, às vezes, nos deparamos com pessoas e situações que fogem dessa normalidade e acabam se tornando excessivamente hostis. Nas situações de exposição de fala, como apresentações, palestras e reuniões, estamos ainda mais expostos a esse tipo de acontecimento, o que demanda um preparo maior.

– Não deixe o conflito se transformar em confronto

Não é difícil identificar quando alguém está interessado em discutir ideias e quando alguém quer apenas perturbar o ambiente, correto? Mas não se preocupe tanto com as intenções do outro, foque em como VOCÊ, enquanto comunicador, agirá.

O principal objetivo que devemos ter é evitar que o conflito de ideias passe a ser um confronto pessoal, que pode partir para ofensas ou outros tipos de consequências altamente prejudiciais para a sua apresentação e sua reputação com as outras pessoas da plateia.

Como fazer isso? Através de fatos, informações concretas e todo o tipo de conhecimento que você, comunicador, tem para oferecer sobre o que está sendo dito. Respostas como “entendo o seu ponto de vista, mas a pesquisa X mostrou os seguintes dados” são eficazes e mantêm a discussão como uma troca de conteúdo (e não de ofensas ou discussões pessoais).

– Mostre segurança e certeza naquilo que acredita

Até mesmo ouvintes hostis podem se sensibilizar com um comunicador que mostra certeza naquilo que acredita e defende. Não quer dizer que tal ouvinte passará a concordar com o que estamos dizendo, mas ele pode, sim, passar a entender nosso ponto de vista e até admirar a nossa paixão por aquilo que defendemos.

Para que isso aconteça, é essencial transmitir segurança e não se deixar abater pelas provocações ou questionamentos de ouvintes hostis. Responder criticas destrutivas é difícil, eu sei, mas a certeza de que estamos preparados e que realmente sabemos o que estamos falando consegue facilitar (e muito) esse processo.

Os dois postos-chaves aqui são manter a calma e investir nas etapas de preparação, explorando o máximo de informações possível sobre o tema, revendo opiniões de especialistas e buscando dados concretos que podem ser usados como exemplos.

 

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