Como foi treinar o Shawn Achor, professor do curso mais concorrido de Harvard?

Olá, Speaker!

O americano Shawn Achor é um dos palestrantes mais famosos da atualidade. É autor do livro “O jeito Harvard de ser feliz” e professor do curso mais concorrido de Harvard. Nunca pensei que iria conhecer o Shawn, mas não só o conheci, como o treinei!

Além de perceber, de perto, o quão bem preparado é o Shawn Achor, pude notar as diferenças entre como os americanos veem os ensaios e práticas prévios a uma apresentação e como nós, brasileiros, ainda valorizamos pouco esses momentos.

Hoje, vou contar mais sobre essa experiência incrível e falar também da importância dos ensaios prévios. Aproveito para trazer algumas dicas de como treinar para uma apresentação!

Boa leitura!

Como foi treinar o Shawn Achor?

Shawn Achor foi um dos convidados do evento Best, da International School. Esse é o maior evento de educação bilíngue online do mundo! Eu e a minha equipe The Speaker atuamos nesse super evento.

Além de pensar na melhor maneira de organizar as palestras, também treinamos os palestrantes, direcionando-os para a adaptação ao online e pensando nas melhores estratégias para potencializar suas performances.

Foi justamente nesse momento, o de estar com os palestrantes, que treinei o Shawn Achor. Entre todos os participantes – que também eram pessoas renomadas –, o americano era o mais preparado:

– Luz excelente

– Boa qualidade do microfone

– Fundo claro

– Roupa com um bom contraste

– Enquadramento impecável

Mas esse grande nível do Shawn não me surpreendeu! De alguém com sua notoriedade e autoridade, não poderia esperar nada menos que isso. Aliás, pude ver, de perto, que quem é excelente mantém essa excelência em tudo que faz!

O que vem me chamando a atenção é a diferença entre os americanos e os brasileiros quanto à valorização dos ensaios, da prática prévia. Vou falar sobre isso a seguir.

Ensaios gerais: visão americana x visão brasileira

Nos Estados Unidos, a comunicação – e a oratória especificamente – tem um valor cultural muito diferente do que temos aqui. Lá, as crianças se familiarizam com situações de exposição de fala muito novas e são treinadas para isso.

Talvez por isso, por essa grande valorização do falar em público, é que os americanos levam tão a sério os ensaios gerais e as práticas prévias às apresentações. Eles não pensam nessa preparação como um plus, um extra: veem como parte do processo.

No Brasil, as pessoas são muito mais resistentes à prática, principalmente aos ensaios gerais. Até mesmo palestrantes profissionais, muitas vezes, preferem ir direto à apresentação, sem passar por um ensaio.

Essa resistência aos ensaios é um risco enorme para os profissionais, que ficam muito mais expostos a erros, a problemas técnicos e a quaisquer outros tipos de ruídos na sua comunicação.

Quando começarmos a valorizar os ensaios, a dar a eles a importância que possuem, o nível da nossa comunicação será outra.

Como treinar para uma apresentação?

Se você fará um discurso, uma apresentação, uma reunião importante, uma entrevista ou outras situações similares, é fundamental que se organize e dedique um tempo para praticar a sua fala. E como fazer isso? Minha sugestão é que siga o passo a passo:

  1. Faça um roteiro para a sua fala: trate de usar palavras-chave para organizar cada tópico. Esse roteiro também servirá como consulta rápida, caso você precise.
  2. Faça leituras em voz alta: desse modo, poderá fazer ajustes necessários, verificar o tempo da sua fala e se familiarizar com o conteúdo.
  3. Pratique em frente à câmera: ao gravar a sua performance, você poderá se assistir em vídeo e verificar aspectos como a gesticulação, a postura, o contato visual. Isso vale tanto para eventos online quanto presenciais.
  4. Treine quantas vezes puder: a prática leva à perfeição. Essa frase, repetida muitas e muitas vezes, tem algo de verdade quando se tratam de apresentações. Por isso, pratique!

Por que fazer um ensaio geral antes de um evento?

Praticar uma fala antes de uma apresentação é essencial, como vimos. Tanto é assim que alguns dos grandes comunicadores da história dedicam horas do seu tempo para praticar antes de uma situação de exposição de fala importante.

As práticas individuais têm um peso enorme, mas, em eventos com muitos participantes, é indispensável fazer um ensaio geral, seja esse evento presencial ou online, como tem sido neste ano.

É no ensaio geral que lapidamos as performances e a organização do evento como um todo. Que podemos constatar se a maneira como planejamos o evento está se concretizando na prática, se tudo está interligado, se o tempo está dentro dos limites.

O ensaio geral é o último passo das etapas de preparação. É nele, também, que podemos nos atentar à parte técnica, corrigir problemas no retorno ou nas imagens, por exemplo, e garantir que tudo saia como deve.

 

Na minha experiência ao longo desses anos na The Speaker, tenho a oportunidade de conhecer profissionais incríveis, como o Shawn Achor. Aprendo muito com eles e vejo o quanto as pessoas bem sucedidas trabalham e se dedicam.

E, nessa convivência, fica cada vez mais claro o quanto é preciso valorizar a comunicação (assim como ela é valorizada nos Estados Unidos ou em outros países) e incluir essas habilidades em nossa rotina, em nossa formação.

Se você não tem o hábito de praticar antes de uma apresentação, faça isso. Não tenho dúvidas de que verá uma melhora na sua performance e um aumento na sua confiança como comunicador.

Até a próxima, Speaker!

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