Palestrando para um público leigo: desafios e técnicas principais

Hello, Speaker!

Você já teve a experiência de palestrar para pessoas do mesmo nicho que o seu? Essa audiência provavelmente está familiarizada com o tema que você irá abordar.

Nestes casos, trazer novidades e dar um olhar próprio ao que será dito são desafios principais. Como surpreender e impactar pessoas com know-how parecidos ao seu?

No entanto, palestrar para um público leigo – isto é, que não é especializado no assunto em questão – também é desafiador. E muito!

É preciso um maior cuidado na escolha da abordagem e da linguagem e garantir não só que sejam interessantes, mas, principalmente, que sejam acessíveis a esse público.

Siga a leitura até o fim e veja técnicas e cuidados para dialogar com públicos leigos. Vem comigo!

Palestrar para um público leigo: quais os desafios?

Um dos principais cuidados dos palestrantes é, justamente, conhecer o seu público, entender o quanto sabe sobre o assunto principal e outras características: idade, profissão, hobbies, escolaridade, interesses…

Por que isso é tão importante? Porque é assim, conhecendo o público, que conseguimos traçar as melhores estratégias para ter um diálogo eficiente. É usando o humor ou a emoção? Que tipo de humor? Qual a história ideal?

Quando o público tem um know-how parecido ao nosso, é mais fácil encontrar essas respostas. Já um público leigo, por sua vez, é uma incógnita maior. Por isso, nesses casos, uma pesquisa sobre a audiência é fundamental.

Vejamos, a seguir, cuidados e técnicas para dialogar com públicos leigos!

1 Retenha a atenção desde o princípio

Um público especializado tem interesses bem particulares. Pense comigo: se eu vou palestrar para especialistas em Comunicação, já sei que essas pessoas têm interesse nesse assunto, não é verdade?

Mas e se eu tiver que palestrar sobre Comunicação para profissionais da área de Exatas, por exemplo? Aqui, pode ser que exista uma resistência desse público, uma falta de afinidade entre suas vivências e o tema da palestra.

Quando nos apresentamos para um público leigo, temos um desafio principal e imediato: reter a atenção. É por essa razão que a maneira como introduzimos nossa fala é tão importante. Nesses minutos iniciais, conquistamos ou não o público.

O que fazer? Planejar uma boa introdução, usando recursos a seu favor e dinamizando, ao máximo, esse primeiro contato entre palestrante e público.

2 Aprenda a priorizar informações

Vamos imaginar uma outra situação: sou economista e farei uma palestra para especialistas em economia. Nessa apresentação, posso abordar um volume amplo de dados porque meu público tem um conhecimento prévio sobre o assunto.

Agora, imaginemos outro contexto: falar sobre economia para leigos. Aqui, o volume de dados precisa ser menor, porque as informações não são tão facilmente assimiladas como no exemplo anterior.

Em outras palavras, para um público não-especializado, é preciso priorizar bem o que será dito para garantir que o principal esteja em foco. A ideia do “menos é mais”, nesses casos, tem fundamento e razão de ser.

O que fazer? Selecione bem dados, histórias e argumentos que irá incluir na sua fala. Aplicar a regra dos três tópicos é uma boa alternativa.  

3 Use termos técnicos ou de nicho com equilíbrio

Nas faculdades, não é raro que grandes profissionais sejam maus professores. Eles podem ser referência em suas áreas, mas, na hora de ensinar, encontram uma grande dificuldade.

Um dos grandes problemas de comunicadores na hora de falar para um público leigo é insistir em usar termos muito técnicos ou de nicho. Isso ainda acontece porque há uma falsa sensação de que, dessa forma, ganha-se mais autoridade. Falsa sensação.

O desafio está em conseguir transformar o complexo em simples e essa é uma habilidade de bons comunicadores e bons palestrantes.

O que fazer? Use termos técnicos que achar necessários, mas dose esse uso e garanta que sua fala esteja acessível a pessoas de outras áreas e nichos.

4 Recorra ao storytelling ou ao datastorytelling

O ser humano é apaixonado por histórias, não importa a profissão ou área a que se dedicam. Se você tiver dúvidas disso, pense no cinema e na literatura: grandes histórias, que atraem pessoas de perfis muito distintos entre si.

Você, palestrante, pode usar essa estratégia em suas apresentações, lembrando de considerar as características do seu público para definir a história ideal. Na prática, isso significa inserir o seu conteúdo em uma narrativa interessante.

A técnica de contar histórias é chamada de storytelling. Já o datastorytelling é criar narrativas para apresentar números e dados – um recurso eficaz para dialogar com públicos não-especializados.

O que fazer? Conheça bem o seu público e inclua o conteúdo da sua fala em narrativas interessantes.

5 Planeje um bom PPT

Slides, se bem utilizados, são bons aliados em apresentações. Para dialogar com públicos leigos, esse recurso tem uma importância ainda maior, desde que planejado e que não se torne “muleta” da apresentação.

Quando eu digo “muleta” da palestra ou apresentação, me refiro ao perigo de concentrar em excesso nos slides e esquecer de que a sua fala é a protagonista – e não o conteúdo dos slides.

Boas estratégias são usar imagens, mostrar gráficos ou tabelas e, ainda, inserir palavras-chave dos tópicos na apresentação de PPT. Isso ajuda a facilitar a compreensão do público e gerar interesse.

O que fazer? Planeje a apresentação de PPT, com atenção ao conteúdo inserido nos slides e ao aspecto visual.

6 Use a linguagem não-verbal a seu favor

Não nos comunicamos apenas pelo que dizemos e é muito importante se lembrar disso ao se preparar para uma palestra. Garanta que não existam ruídos entre o que você diz através de palavras e através da sua linguagem não-verbal.

Nas etapas de planejamento e prática, pense na gesticulação, nas expressões faciais, no uso da voz, na locomoção no palco ou em frente à câmera… tudo isso transmite uma mensagem e é preciso dar atenção a esses aspectos não-falados.

O que fazer? Grave-se em vídeo praticando a sua palestra e assista a esse material. De preferência, sem volume. Foque nos aspectos não-verbais e faça ajustes.

Ficou com alguma dúvida sobre este tema, Speaker? Escreva para mim ou entre em contato com a minha equipe de especialistas em Comunicação!

Até a próxima!