Sou tímido. É por isso que não falo bem em público?

Livia Bello

| CEO The Speaker

Muito prazer, meu nome é Lívia Bello, sou CEO e Fundadora da The Speaker, uma empresa que é referência em comunicação e oratória no Brasil.

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Sou tímido. É por isso que não falo bem em público?

Oi, Speaker! Tudo bem por aí?

Você provavelmente já ouviu alguém dizer que tem dificuldades em falar bem em público porque é tímido. Ou, quem sabe, até você mesmo já disse isso em algum momento da sua vida… Estou certa? 

Isso acontece porque muitas pessoas tendem a relacionar timidez com as habilidades de oratória, como se, para os tímidos, fosse praticamente impossível falar bem em público.

Depois de muitos anos de estudos em oratória e trabalhos de capacitação com pessoas de diversas personalidades, estou convencida de que falar bem em público está muito mais relacionado à autoestima do que à timidez. 

Na nossa conversa de hoje, vou abordar exatamente esse assunto. Confira!

Timidez x Autoestima

Falar em público envolve muitas habilidades de comunicação. Ao contrário do que, muitas vezes, diz o senso comum, essas habilidades não são um dom, mas ferramentas adquiridas com o decorrer do tempo, através de informação, disciplina e prática. 

Tanto a timidez quanto a autoestima se relacionam com essas habilidades, mas, para saber lidar com as duas situações, é preciso entender que são distintas e, portanto, que também influenciam a capacidade de falar bem em público de forma diferente. 

A timidez geralmente está relacionada à dificuldade de estar no “centro das atenções” ou de conversar simultaneamente com um número grande de pessoas. Os tímidos não têm dificuldades de se expressar, mas, sim, de se expor. 

Já a autoestima está relacionada com sentimentos que as pessoas têm em relação a elas próprias, o que afeta bastante a capacidade de expressar suas opiniões e vontades, “simplesmente” pelo fato de acreditarem que elas não são importantes. 

Alguns especialistas defendem que a autoestima e a timidez são sentimentos quase opostos: enquanto a autoestima representa o sentido PESSOAL da valorização, baseado em sentimentos internos; a timidez tem a ver com o reconhecimento externo. 

Em outras palavras, é como se a timidez viesse de fora para dentro e a autoestima de dentro para fora. Pensando assim, é mais fácil entender, não é?

Como lidar com a timidez na hora de falar em público

Se você se considera tímido, mas não identifica em si mesmo traços de baixa autoestima, saiba que, com algumas técnicas de relaxamento, você conseguirá se apresentar bem em público, apesar dos sintomas físicos de nervosismo que vêm com a timidez. 

Uma das ferramentas mais eficazes para lidar com a timidez é a prática. Com o tempo, as apresentações em público vão deixando de ser tão temidas e passarão a ser tarefas cotidianas, capazes de serem realizadas por pessoas tímidas ou não. 

Antes de se apresentar em público, dedique um tempo para trabalhar a sua respiração e relaxar um pouco. Com esses cuidados relativamente simples, driblar a timidez não será um obstáculo. 

Como eu disse ali em cima, a timidez está intimamente relacionada ao medo de ser julgado. Por isso, procure trabalhar isso em você mesmo: se você fez uma boa apresentação, se houve dedicação e preparo, as críticas destrutivas não serão tão importantes. 

Problemas de autoestima: é possível resolvê-los?

Por trás do receio que muitos têm de se expor, está a falta de autoconfiança, ou seja, a baixa autoestima. Um quadro de timidez constante – e não aquela que aparece em algumas situações e vai embora – pode impulsionar problemas de autoestima, afetando as habilidades de oratória do indivíduo. 

Segundo os especialistas, o primeiro passo para lidar com a baixo autoestima é entendê-la, buscando encontrar a raiz do problema através de um processo de introspecção. Esse processo pode ser feito com a ajuda de um profissional, que dará o suporte necessário para começar a entender e a vencer a baixa autoestima. 

Para aumentar a sua confiança e diminuir os pensamentos negativos que parecem vir de forma automática, incentive um diálogo consigo mesmo. Assim, você redireciona a sua atenção e, consequentemente, poderá se convencer da capacidade que tem para executar a situação temida. Nesse caso, falar em público. 

Para fazer uma apresentação, uma pessoa com baixa autoestima poderá ter mais dificuldades que alguém que é considerado tímido. Isso acontece porque, enquanto a timidez pode ser vencida com técnicas de relaxamento, por exemplo, a autoestima é algo mais profundo a se trabalhar porque tem a ver com uma série de questões. 

Como uma baixa autoestima afeta as habilidades de oratória?

O primeiro passo para ter uma boa apresentação em público é a certeza de que temos algo importante e interessante para dizer aos demais. Quando alguém tem problemas de autoestima, começa a desconfiar das próprias capacidades e, assim, tem mais dificuldades de convencer os outros. 

Pense comigo, Speaker: como é possível convencer alguém sobre a verdade de nossos argumentos se nem nós mesmos estamos seguros quanto a eles? É uma tarefa muito, muito difícil. 

Essa desconfiança em relação a si mesmo também está relacionada à Síndrome do Impostor. Você já ouviu falar sobre isso?

A Síndrome do Impostor está presente na vida de muitas pessoas. Nessas situações, temos a sensação de que não somos competentes ou que, se chegamos a uma posição de destaque, isso aconteceu por alguma fraude ou porque os outros pensam que somos melhores do que, verdadeiramente, somos. 

Nas apresentações em público especificamente, a tendência a se sentir como um impostor é muito destrutiva, já que a pessoa desconfia das suas habilidades e passa todo o tempo com medo de ser descoberto como uma farsa. 

Por tudo isso, essa síndrome está ligada à baixa autoestima. Obviamente, nem todas as pessoas que têm autoestima baixa sofrem da síndrome do impostor, mas, na prática, elas estão muito próximas e afetam a vida das pessoas de maneiras bastante sérias. 

Segundo a especialista Carol Dweck, uma das formas de vencer os problemas de autoestima é focar na aprendizagem e não nos resultados finais. Em outras palavras, é agir partindo do pressuposto que não somos perfeitos e temos sempre algo novo a aprender. 

Quando focamos no processo e não no resultado, conseguimos nos livrar das amarras da insegurança e ansiedade e, aos poucos, os problemas relacionados à baixa autoestima ficarão para trás. 

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