Curso de Comunicação Não Violenta: vale a pena fazer um?

Speaker!

Nunca se valorizou tanto a comunicação como agora, não é verdade? Por isso mesmo, a busca por maneiras de aperfeiçoar essa habilidade vem crescendo em um ritmo impressionante.

A comunicação interpessoal, isto é, a troca de informações, dados e mensagens entre as pessoas, passou por significativas transformações nos últimos anos.

Além do protagonismo do online – e do fato de que boa parte das interações acontece pelas redes sociais –, há uma maior reflexão sobre o quão empáticas são as mensagens que compartilhamos e a abordagem que damos à nossa fala.

Nesse contexto, surgiram diversos cursos de Comunicação Não Violenta. Na nossa conversa de hoje, falo mais sobre eles e se vale mesmo a pena fazer um.

Boa leitura!

Comunicação Não Violenta: o que é, na prática?

Quando as pessoas começam a investir nas suas habilidades de comunicação, tendem a se preocupar muito pelo seu conteúdo: o que dizer para ser mais interessante? Como começar a minha fala e causar impacto?

Nesse processo, muitas e muitas vezes, deixa-se de lado a atenção à forma como transmitimos a mensagem. A Comunicação Não Violenta (CNV) vem, justamente, nesse aspecto.

– Origem

O conceito de CNV foi desenvolvido pelo psicólogo Marshall B. Rosenberg.

Anos depois, ainda é usado, adaptado e discutido em diferentes partes do mundo. O termo CNV ganhou mais destaque quando a inteligência emocional passou a ser um requisito central no mercado de trabalho.

– Aplicação

De acordo com o próprio Marshall Rosenberg, A CNV trata de uma forma mais empática de se comunicar, pautada em duas premissas principais: conseguir falar sem ferir os outros e conseguir ouvir sem se ofender.

Ao aplicar a CNV, saímos de uma reação automática e passamos a ser muito mais conscientes de como reagimos a situações, especialmente as adversas. De maneira geral, a CNV está, portanto, na empatia e controle ao nos expressarmos.

Como aplicar a CNV no dia a dia?

A aplicação da CNV se dá em quatro passos, que podem ser usados em situações específicas, como para gerenciar uma crise, por exemplo. Esses passos são os seguintes:

1. OBSERVAÇÃO: observar, antes de agir. No passo inicial, é o momento de deixar os julgamentos de lado e identificar os aspectos da situação. Qual é o problema? Observar e pensar, antes de se comunicar com os demais. 

2. SENTIMENTO: a segunda etapa é similar à primeira. No entanto, aqui, você vai observar a maneira como se sente e reage a essas situações. O que ela desperta em você? Como você provavelmente reagiria, se não saísse do “automático”?

3. NECESSIDADES: neste passo, é o momento de avaliar suas necessidades, ainda em uma etapa de reflexão e observação. Do que você precisa? De que maneira a situação te afeta concretamente?

4. PEDIDO: no quarto passo, é hora de agir, isto é, de se comunicar com os demais envolvidos. Faça os pedidos que supram as necessidades identificadas no passo anterior, mas de uma maneira planejada. E, logo, mais empática e menos reativa.

Curso de CNV: vale a pena fazer um?

Vamos à pergunta central deste artigo: vale mesmo a pena fazer um Curso de CNV?

Para responder, é fundamental recordar algo essencial na comunicação: comunicar é uma habilidade. Como outras, ela precisa ser desenvolvida, aprimorada e adaptada constantemente, já que a comunicação muda e se transforma todo o tempo.

Então, sim, vale a pena investir em tudo o que significa aprimorar a forma como você se expressa, mais ainda quando isso implica em desenvolver a sua inteligência emocional e a competência de se relacionar melhor com as pessoas.

No entanto, também é preciso estar atento. Quando há uma grande procura por algo – como um curso –, existe uma tendência de ofertar treinamentos apenas pelo quesito econômico, isto é, pelo lucro.

A comunicação é uma habilidade essencial e uma das mais valorizadas e requisitadas hoje. Garanta, então, que você vai confiar a sua apenas a quem é especialista e que realmente está interessado em te ajudar a evoluir.

Um treinamento em oratória também trabalha a CNV?

Como desenvolver uma comunicação mais empática sem aprimorar as próprias habilidades de oratória? É muito difícil expressar de uma forma mais planejada sem dominar aspectos centrais da oratória.

Então, para ter realmente uma comunicação não violenta, é fundamental trabalhar alguns pilares da oratória:

– A linguagem não-verbal

E se você aplicar os 4 passos da CNV, mas, mesmo assim, transmitir uma mensagem pouco empática através das suas expressões faciais, gestos ou postura? Dominar aquilo que dizemos com nosso corpo também é fundamental.

– A organização da mensagem

Como fazer um pedido empático e eficaz se a sua mensagem não estiver bem organizada? Quanto mais assertiva é uma fala, menos as chances de mal-entendidos ou ruídos na comunicação.  

– O uso da voz

A voz também faz parte da dinâmica não-falada, ou seja, daquilo que expressamos sem necessariamente usar palavras. Aprender a usar bem os tons de voz e a fazer pausas, por exemplo, é uma ação central para uma comunicação empática.

Por tudo isso, um treinamento em oratória que se debruça no controle emocional é a melhor alternativa para desenvolver a sua comunicação como um todo.

Dúvidas? Fale com a minha equipe!

Se você chegou até aqui e está pensando em fazer um curso de oratória que também trabalhe aspectos da CNV e do controle emocional, é um sinal de que está por dentro do quanto a boa comunicação tem sido requisitada e valorizada.

Para saber mais sobre este tema ou sobre as nossas soluções, entre em contato com a minha equipe e veja qual é o treinamento ideal para você e suas necessidades mais urgentes.

Até a próxima, Speaker!