O que aprender com o discurso de Jeff Bezos no Congresso?

Olá, Speaker!

Ouvir e analisar discursos de líderes e pessoas influentes é uma ferramenta potente para aprimorarmos a nossa própria comunicação. Nos últimos dias, Jeff Bezos, CEO da Amazon, fez um discurso no qual vale a pena se inspirar. Você viu?

CEOS de algumas das mais importantes empresas contemporâneas – Apple, Facebook, Google e Amazon – compareceram a uma reunião virtual no Congresso norte-americano. A razão? Debater possíveis abusos de poder e monopólio dessas marcas.

Contudo, nos interessa mais o discurso em si do que o cenário no qual ele está inserido. Afinal, justamente por ter sido tão bem elaborada, a fala de Jeff Bezos pode ser considerada atemporal e pertinente aos mais diferentes contextos.

“Quando eu tiver 80 anos e refletir sobre a minha vida, quero ter minimizado a quantidade de coisas das quais me arrependo. A maioria delas são atos de omissão”.

Esse é um dos trechos da fala de Bezos. A seguir, veremos outros trechos e as razões pelas quais vale a pena analisar o discurso!

Jeff Bezos contou uma história

Storytelling, sempre ela. Transformar um conteúdo em uma narrativa interessante é uma técnica eficaz seja qual for a situação de exposição de fala. E grandes líderes sabem disso.

Jeff Bezos iniciou o seu discurso falando sobre suas origens: as dificuldades de sua mãe adolescente, a chegada do pai adotivo, as lições que aprendeu com seus avós. Isto é, ele optou por falar sobre sua própria história. Essa é uma escolha interessante.

Falar sobre si mesmo é uma forma de gerar empatia. De chamar e reter a atenção. De mostrar que há um rosto e uma trajetória por trás daquelas palavras – que estão longe de serem vazias. Existe uma jornada e um esforço atrás delas.

Ao falar sobre seus sonhos de juventude e da empresa que nasceu no fundo de garagem, Bezos deu encanto e poder à sua narrativa.

E usou a emoção…

Contar uma história e usar a emoção: embora esses dois recursos sejam distintos, eles estão intrinsecamente ligados entre si. Atribuir emoção a uma fala é uma maneira de potencializar a história que se conta. E foi exatamente isso que Jeff Bezos fez.

Jeff não é uma criança: logo, há várias experiências que fazem parte da sua vida. O uso da emoção se dá pela escolha do que contar e, claro, do como contar. Emocionar é criar uma proximidade com os demais.

“Mesmo diante dos desafios que enfrentamos hoje, nunca fui mais otimista quanto ao nosso futuro”.

Não é apenas contar uma história. É saber contá-la. Para isso, conteúdo e corpo caminham lado a lado. A voz, o olhar, as pausas, os gestos… tudo isso pode tornar um discurso inspirador. Incluindo os discursos online, como o de Bezos.

Jeff Bezos organizou a sua fala

Para construir um grande edifício, a atenção à base é primordial. Pode parecer clichê, mas é a verdade. Não adianta pensar em técnicas rebuscadas de interação num discurso ou em estratégias para inspirar o público sem fazer o básico: organizar a fala.

Uma forma simples e eficaz de fazer isso é optar por usar uma narrativa em ordem cronológica e essa foi, justamente, a escolha de Jeff Bezos. Ele não iniciou seu discurso falando do futuro ou do presente, mas seguiu a ordem: passado, presente e futuro.

O passado dos começos, erros e aprendizados. O presente de enfrentar acusações e pensar em autocríticas. O futuro de otimismo, segundo Jeff. Essa ordem clara facilita o entendimento do público e impulsiona o discurso como um todo.

E falou de algo maior que si mesmo…

É verdade que Jeff usou grande parte da sua fala para contar sua história pessoal e a história da sua empresa. Mas tudo isso pareceu ser minimamente planejado para dar a impressão de que ele também falava de algo maior que si ou sua marca.

Ele falou para os imigrantes, como seu pai. Para os jovens, como ele mesmo foi um dia. Para os Estados Unidos, seu país. Com o foco no singular, inspirou o genérico. Essa é uma maneira habilidosa de persuadir e inspirar.

A Era da Comunicação Digital

Não é um dado menor o fato de o discurso de Bezos ter sido feito em uma sessão online. Muitos profissionais ainda se mostram resistentes a esse tipo de comunicação, a comunicação digital.

“As coisas que não tentamos, os caminhos que não percorremos. Isso é o que nos persegue. Eu decidi que se, ao menos, fizesse a minha melhor tentativa, ia arrepender de não participar dessa coisa chamada internet que, eu acreditava: ia ser algo grande”.

Discursos como o de Bezos, com o poder de persuasão e o alcance que possuem, são uma amostra prática e concreta de que situações de exposição de fala podem ser tão potentes quanto as presenciais.

Para que seja assim, o cuidado com o planejamento, o rigor na preparação do conteúdo e a valorização da linguagem não-verbal são elementos centrais. Adaptar*se ao digital e usar o que ele traz de melhor é determinante.

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