Os melhores discursos da história – Parte 1

Olá, Speaker!

A Revista Times é conhecida por suas listas de “melhores de todos os tempos”: melhores filmes, melhores músicas, melhores livros… Com os discursos, isso não foi diferente.

Há algum tempo, a revista escolheu os 10 discursos que considera como os melhores da história: de Sócrates a Churchill, de Reagan a Luther King, e tantos outros nomes.

Mas o que faz com que esses discursos entrem para essa lista? E o que nós, comunicadores, podemos aprender com cada um deles?

Fiz uma análise desses discursos e destaquei o que você pode colocar em prática nas suas próprias apresentações. Confira!

Open this gate!”: Ronald Reagan

O discurso de Reagan já tem mais de 30 anos e, ainda hoje, é considerado um dos melhores da história, como elegeu a própria Revista Times. Mas será que ele ocupa esse ranking “apenas” pelo peso histórico?

Bem, coincidência ou não, a queda do Muro de Berlim – tema central deste discurso – aconteceu pouco tempo depois da fala de Reagan. Então, o peso histórico contribuiu, sim, para que essa fala estivesse na lista da Times.

E quanto à comunicação especificamente? Algumas características da fala de Reagan são:

Repetição: você verá que esse recurso também foi usado em outros discursos da lista da Times. Ao assistir ao vídeo de Reagan, note que a expressão “se você procurar” é usada repetidas vezes.

Linguagem direta: uma das marcas da comunicação de Reagan, a objetividade deste discurso também chama a atenção. É simples, direto e pode ser compreendido por praticamente qualquer perfil de público.

– Conclusão: a conclusão da fala de Reagan é simples, como todo o discurso. Ainda assim, é nela que está o ápice da sua fala e o CTA do discurso: “Sr. Gorbachev, derrube este muro”.

Link para assistir ao discurso:

Eu tenho um sonho”: Martin Luther King

Nas listas sobre discursos históricos ou melhores discursos, o de Martin Luther King dificilmente ficaria de fora. Este talvez seja o discurso mais famoso de todos e já foi analisado por especialistas de todas as áreas.

O que você, speaker, pode aprender com ele?

Humanização: todo o teor da fala de King está inserido em um contexto social. Há um trecho, contudo, em que a humanização da sua fala se torna mais evidente: quando cita seus próprios filhos.

Eu tenho um sonho que meus quatro pequenos filhos um dia viverão em uma nação onde não serão julgados pela cor da pele, mas pelo conteúdo do seu caráter.” Essa frase humaniza a figura de King e torna a sua fala ainda mais impactante.

Metáforas: a fala de Luther King utiliza a metáfora inúmeras vezes, o que certamente aumenta (ainda mais) o tom emotivo deste discurso. É, ainda, uma maneira eficaz de aproximação com o público.

Você também pode recorrer a essa estratégia em suas falas, tratando de observar sempre o contexto no qual elas estarão inseridas e o perfil do público com quem você dialoga.

Repetição: sim, ela outra vez! Assista ao vídeo a seguir e veja quantas vezes a expressão “eu tenho um sonho” foi repetida. Mas não só ela: outras, como “não poderemos estar satisfeitos” também foram usadas de forma recorrente e em trechos próximos.

Essa é mais uma amostra do quanto esse recurso é eficaz, desde que aplicado estrategicamente, em trechos importantes e que sintetizam ideias centrais.

Link para assistir ao trecho do discurso:

 “Nós nunca nos renderemos”: Winston Churchill

Churchill é considerado por muitos como um dos maiores comunicadores de todos os tempos. Um de seus discursos aparece na lista da Times: o discurso “nós nunca nos renderemos”.

Deste discurso, alguns recursos que podemos destacar e aplicar nas nossas próprias falas são:

Pausas: uma característica de Churchill era, justamente, o uso dos silêncios, tão subestimado por muitos comunicadores. Escute um trecho deste discurso e note como as pausas são bem aplicadas e dão ritmo e emotividade ao que é dito.

Aliás, talvez para os tempos de hoje, o ritmo de fala de Churchill possa ser considerado excessivamente lento, mas acabou se tornando um traço de sua autenticidade na oratória.

– Segunda pessoa: essa é uma das diferenças entre a fala de Churchill e os outros discursos que analisamos até aqui. Ele opta por direcionar a sua fala à segunda pessoa, isto é, utilizando o “nós”.

Essa forma de se comunicar é eficiente para criar uma ligação com o público e, principalmente, induzir a um determinado CTA: uma chamada para a ação. No discurso de Churchill, este CTA é bem claro, como você notará ao assistir ao trecho a seguir.

Link para assistir ao trecho do discurso:

O discurso de Gettysburg”: Abraham Lincoln

O discurso de Lincoln é um dos mais citados até hoje: em análises de comunicação, em discursos de outros políticos e em tantos outros contextos. É uma fala curta, marcada, principalmente, pela assertividade.

O que aprender?

Assertividade: para os padrões da época, o discurso de Lincoln é muito curto. É, ao mesmo tempo, assertiva. Tudo é dito de uma forma direta, clara e bastante objetiva. Essa característica é a mais marcante deste discurso.

Palavras-chave: assim como nos outros discursos que vimos até aqui, há o uso da repetição. Contudo, na fala de Lincoln, essa repetição se dá com palavras-chave: nação, solo e povo.

Essas palavras são usadas em trechos estratégicos e aparecem recorrentemente, o que, sem dúvida, impactou na assertividade e na clareza da qual falamos no tópico anterior.

 

Analisar discursos que se tornaram históricos, tratando de perceber semelhanças e estratégias, é uma das maneiras de aprimorarmos a nossa própria comunicação. Você viu como a repetição é uma estratégia tão utilizada, não é?

Assim como ela, há outras técnicas que continuam eficientes com o passar do tempo e que você pode aplicá-las em suas próprias falas, discursos e exposições orais.

Quais serão os outros discursos que fazem parte desta lista? Confira aqui no blog! Até lá, Speaker!

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