Por que fazer um roteiro para a minha apresentação?

Speaker! Tudo bem?

Como é a sua preparação para falar em público? Você costuma fazer um roteiro para a sua apresentação ou simplesmente improvisa quando está em frente às pessoas?

Pensar em como é a etapa anterior a uma exposição oral é indispensável. Afinal, a maneira como nos preparamos para as apresentações influenciará bastante no resultado que vamos alcançar.

Uma das melhores ferramentas para ter uma boa apresentação é criar um roteiro que esquematize o que temos a dizer, organizando nossa fala em começo, meio e fim. Por isso, na nossa conversa de hoje, vamos falar sobre os roteiros de apresentações em público, com dicas bem interessantes e úteis!

Quais são os conselhos de Bob Keiller sobre roteiros para apresentações?

O comunicador e influencer inglês Bob Keiller é, hoje, um dos grandes nomes da Comunicação. Keiller desenvolveu um acrônimo chamado “ASPEN”, que serve para lembrar às pessoas sobre os cinco pilares básicos de uma boa apresentação em público. Quando traduzimos esse esquema para o português, fica assim:

A de AUDIÊNCIA: para ter uma boa apresentação em público, é fundamental ter em mente que o principal foco é sempre a audiência (e não o comunicador). Ou seja, quando pensamos em uma exposição oral, temos que pensar também em como essa apresentação será útil e interessante para aqueles que foram assistir.

S de SCRIPT: Script (ou, em português, ROTEIRO) é um item importantíssimo para uma boa apresentação. Nas etapas de planejamento, temos que escrever o que pretendemos dizer na nossa exposição oral. Só assim conseguiremos elevar a qualidade da nossa fala!

P de PRÁTICA: com o roteiro em mãos, é preciso praticar a nossa exposição oral. Os maiores comunicadores da história têm o hábito de ensaiar seus discursos inúmeras vezes, até estarem convencidos de que estão prontos para falar em frente ao público. Inspire-se neles!

E de ELEVAR: é importante sempre elevar a qualidade da nossa apresentação, incorporando novas formas de dizer o que planejamos através de estratégias eficientes, como, por exemplo, contando histórias, utilizando fotografias, trazendo dados e propondo dinâmicas simples para prender a atenção do público.

N de NATURAL: os bons comunicadores são aqueles que falam de forma acessível e interessante, parecendo o mais natural possível – como se estivessem em uma conversa. Esse aspecto deve ser observado tanto na linguagem verbal quanto na não-verbal. Para isso, é interessante privilegiar palavras simples e frases em ordem direta e procurar manter uma linguagem corporal em harmonia com o que se está dizendo.

Esse esquema de Keiller traz importantes aspectos de uma boa preparação para apresentações em público, especialmente no que se refere à necessidade de criar um roteiro com as ideias e o planejamento do que será dito durante a exposição oral.

Por que escrever um roteiro para a minha apresentação?

Esquematizar as apresentações escrevendo um roteiro traz inúmeras vantagens, sendo que as principais são:

– Ao escrever um roteiro, o comunicador pensa detalhadamente sobre o que será abordado e, assim, consegue ter uma visão mais ampla de qual é a melhor forma para apresentar as informações e ideias para o público;

– Um roteiro permite que o comunicador consiga identificar equívocos ANTES de estar em frente ao público. Dessa forma, pode trabalhar na própria apresentação, melhorando a sua fala até que ela esteja da forma ideal;

– Sem um roteiro, é praticamente impossível praticar a apresentação em público. E a fase de ensaios é uma das fases mais importantes quando estamos planejando nossas exposições orais;

– Com o roteiro em mãos, é possível ter uma ideia estimada sobre a duração da exposição oral. Assim, se for necessário, o comunicador pode cortar trechos que estejam ultrapassando o tempo previsto ou acrescentar novas informações.

É importante lembrar, Speakers, que o roteiro é usado apenas ANTES da apresentação. Durante a sua fala, o ideal é fazer uso de esquemas mais curtos, que tragam apenas as palavras-chaves. Esquemas desse estilo são mais fáceis de serem consultados, sem que o comunicador desvie o seu olhar por muito tempo.

Como fazer um roteiro para as apresentações em público?

Cada comunicador desenvolve sua própria forma de esquematizar e planejar as suas apresentações. Com o tempo – e com a prática – esse hábito ficará cada vez mais naturalizado. Ainda assim, é interessante seguir alguns passos na hora de criar o seu roteiro.

O primeiro passo para criar um roteiro para as apresentações é dividir a sua fala em três momentos principais: introdução, desenvolvimento e conclusão. Quando essa divisão já estiver clara, comece a agregar as informações que você deseja transmitir em cada uma dessas etapas, verificando se, ao final, você conseguirá falar tudo o que deseja.

Depois de separar o conteúdo para cada um desses momentos principais da sua apresentação, é interessante agregar trechos que aproximem o conteúdo das pessoas. Para fazer isso, uma boa estratégia é utilizar a Storytelling, ou seja, trazer histórias curtas de personagens que podem exemplificar o que você está dizendo.

O último passo é pensar em alternativas para concluir a sua apresentação, lembrando sempre que esse é um dos momentos mais importantes da sua fala e que exige bastante planejamento. Uma conclusão ruim pode prejudicar uma apresentação!

Quando o seu roteiro estiver pronto, comece a fase de práticas! Ao ensaiar a sua fala, você conseguirá notar se existem melhoras a serem feitas ou erros para corrigir.

Comece a fazer roteiros e terá melhorias significativas em suas próximas apresentações! Se precisar de ajuda, conte com a gente!

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