Storytelling: Guia Prático para usar essa técnica em 6 passos

Este não é mais um artigo sobre Storytelling, Speaker.

“Como assim, Livia?”. O Storytelling se tornou uma das técnicas mais citadas quando o assunto é comunicação e, especificamente, apresentações em público.

No entanto, este recurso, por si só, não garante que a sua fala tenha a potência que você deseja. É preciso pensar o contexto, adaptar o storytelling para, então, contar a história certa.

Por isso, este não é mais um artigo sobre storytelling que engessa teorias e vê a criação de narrativas pautadas na jornada do herói como a solução ideal em qualquer contexto.

Este é, sim, um artigo sobre como aplicar bem essa técnica, considerando as suas especificidades, objetivos e o perfil do seu público-alvo. É o que chamo de Guia Prático do Storytelling.

Boa leitura!

Storytelling: o Guia Prático para contar a história certa

Antes de abordar os passos práticos para usar o Storytelling, é importante entender o que é essa técnica de fato e por quais motivos ela vem sendo tão citada por aí. Storytelling é, basicamente, contar uma história.

No entanto, não é qualquer história. Em uma apresentação, não adianta inserir uma narrativa qualquer com a intenção de gerar uma conexão com o seu público. Essa história precisa fazer sentido para o contexto e para o seu CTA (Call to Action).

Um dos erros mais comuns, quando se fala sobre contar histórias, é não incluir essa narrativa na organização da sua fala. Essa opção soa artificial para o público e dificilmente potenciará a sua mensagem.

Como, então, aplicar bem essa técnica? Veja no Guia Prático a seguir.

Passo 1: Conheça (muito bem) o seu público

Qual é a idade média? E o nível de escolaridade? Quanto o seu público entende sobre o assunto que você vai abordar? Qual o poder aquisito médio? Quantas pessoas farão parte da sua audiência?

Essas e outras perguntas, talvez mais específicas, são indispensáveis para planejar a sua apresentação. Tornam-se ainda mais necessárias se você decidir usar o storytelling como estratégia argumentativa.

Afinal, ao conhecer o seu público, você entende melhor sua trajetória, os problemas que fazem parte do seu dia a dia e os desejos que podem ser comuns entre as pessoas da audiência.

Com todos esses dados, será muito mais fácil contar a história mais eficaz.

Passo 2: Priorize a história certa

No tópico anterior, falamos sobre a história correta, a mais eficaz para o perfil do seu público. Para lapidar essa história, considere também o seu CTA, isto é, o seu objetivo principal ao se apresentar para este público.

Um dos equívocos comuns, gerados por esse impulso de aplicar o storytelling em qualquer contexto e sem preparação prévia, é contar mais de uma história. Essa opção é muito arriscada, já que diminui a potência que esse recurso poderia ter.

Então, neste segundo passo, você vai priorizar uma história. É nela que estará o seu foco e é para ela que você vai direcionar o foco do seu público, ok?

Passo 3: Inclua a narrativa na progressão lógica da sua fala

Qual é o momento ideal para contar uma história, dentro da sua apresentação? Uma das alternativas mais eficientes é transformar a sua apresentação em uma grande história. Ela será apresentada na introdução e finalizada na conclusão.

No entanto, assim como praticamente tudo na Comunicação, essa não é uma regra engessada. Você pode optar por uma narrativa curta e inseri-la na sua introdução ou conclusão, por exemplo.

É interessante contar a história em um desses momentos porque eles são os mais importantes da sua fala. Seja qual for a sua escolha, garanta que a narrativa estará incluída na organização do seu conteúdo – e não inserida aleatoriamente.

Passo 4: Planeje a sua abordagem para além da jornada do herói

A jornada do herói é utilizada, erroneamente, como sinônimo de storytelling. Mas será, mesmo, que esse é o único jeito de contar uma história? Não é. A jornada do herói é basicamente uma história de superação. É potente? Sim.

No entanto, o fato de ser potente não significa que é eficaz em todos os contextos, indistintamente. Há situações, públicos e CTAs para os quais esse tipo de narrativa não é o mais eficaz.

Então, não se limite à jornada do herói para definir a abordagem da sua história, ok? Outros recursos podem ser usados na criação de uma narrativa. O humor é um deles e, se bem aplicado, também é muito eficiente em situações de exposição.

Passo 5: Equilibre fala e linguagem não-verbal

O como se fala é tão importante quanto a história que se conta. Em outras palavras, você deve contar a sua história usando bem todo o seu corpo, ou seja, dominando a sua expressão corporal e sua expressão vocal.

Para isso:

– Aplique pausas de maneira estratégica

– Dê energia à sua voz, alterando o tom de voz em momentos chave

– Alinhe suas expressões faciais ao seu conteúdo

– Tenha atenção à postura e ao contato visual

– Encontre um ritmo de fala confortável e equilibrado

– Saiba gesticular

Passo 6: Pratique.

A prática é determinante para que você tenha uma apresentação eficiente e inspiradora. É ela, a prática, que permite a familiarização com o conteúdo, a preparação da linguagem não-verbal e a autoconfiança necessária.

Dedique, então, um tempo para praticar a sua história e a sua apresentação como um todo. Se possível, grave-se em vídeo e utilize esse material para fazer os ajustes necessários. Melhor ainda: conte com o feedback de um profissional em comunicação.

Veja também:

https://www.thespeaker.com.br/datastorytelling-4-passos-para-falar-sobre-numeros-de-forma-eficiente/